quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Os preconceitos da maternidade



Sempre que via uma grávida exibindo seu lindo barrigão por aí, eu ficava imaginando que mundo lindo ela deveria estar vivendo. Cercada de roupinhas minúsculas, aquele cheirinho gostoso de neném, decorando quartinho, planejando chá de fraldas e por aí vai.

Toda vez que lia algum texto ou escutava alguma gestantes falando dos preconceitos que sofria, eu não conseguia imaginar que eram tantos e tão constrangedores como são. Essa semana li um texto que dizia 'Você só percebe que um preconceito existe, quando sofre ele' e isso tem sido uma realidade muito forte na minha gestação.

São tantos os tipos de preconceitos e todos tão bobos se pararmos para pensar que estamos falando de um ser que tem o dom de gerar a vida. Existe algo mais importante do que isso? Existe coisa mais ridícula do que ter preconceito com essa pessoa?
Chega a doer escrever esse texto e os exemplos que irei citar, ou foram vividos por mim ou por pessoas próximas e com o tempo acabei percebendo que praticamente toda grávida acaba passando por algum deles (ou até outros, porque preconceituosos não tem limites).

Preconceito de idade.

Cara, eu queria tanto saber onde encontrar essa linha que as pessoas colocam na cabeça, na qual só existem 2 tempos: Cedo demais para ser mãe e Tarde demais para ser mãe.

Ela nem te pergunta se você está feliz, vai logo perguntando 'Mas não é muito cedo?' ou então um 'Já era hora. Mais um pouco ia ser avó dos filhos'

Preconceito com estado civil

Vai parecer ridículo, mas muiiiiiitas vezes vi pessoas olharem para a minha barriga e automaticamente para a minha mão procurando minha aliança.

Pera aí, eu não podia ter uma gravidez independente? Não podia simplesmente ser mãe solteira? Ou então, quem foi que disse que todo relacionamento precisa de alianças?
Que te importa se essa criança vai ter pai ou não? Coisa chata!

Fico pensando por tudo que as mães solteiras devem passar. Além de escutar muitas vezes 'quem mandou engravidar?' Absurdo isso!

Preconceito profissional

'Você vai precisar se esforçar muito se quiser voltar'

'Foram boas as férias? Meses em casa SÓ cuidando do filho é moleza né?!'

'Voce poderia ter um cargo maior, mas prioriza muito sua família'

Em todas as situações eu tenho vontade de gritar um palavrão bem feio (daqueles que tenho evitado para não ensinar meu filho)!!!!

Na primeira, porque nenhum CNPJ vale um AVC, muito menos uma gravidez estressante que pode comprometer o desenvolvimento do neném. E também porque a decisão e voltar ou não, é antes de tudo, da mãe. Nem toda mulher quer deixar seu filho com outra pessoa, ou em uma escola para trabalhar e esse é um direito dela.

Na segunda, porque é uma babaquice falar isso. Cuidar de criança dá trabalho. Não é férias, onde a mulher fica o dia inteiro com o pé pra cima e quando quer brincar de boneca pega o filho e vai dar umas voltas por aí. As pessoas que falam isso deveriam ganhar um recém nascido para cuidar nas férias delas para ver se é fácil.

A terceira eu prefiro não comentar, dói demais, é ridículo e absurdo demais.

Isso sem contar as empresas que não contratam mulheres com filhos pequenos, que humilham as grávidas porque eles são 'obrigados' a ficar com elas. (Nota: esse é um direito da mulher, não quer passar por isso? Só contrate homens).


Preconceito da 'vida encaminhada'

'Mas você nem é formada.' 'Vocês ainda pagam aluguel'. 'Nem tem estabilidade no emprego'.

Eu não sei o que as pessoas que falam isso esperam escutar. Talvez um 'Ah é verdade. Então vou ali fazer um aborto até eu conseguir minha casa própria/meu diploma/um concurso público'

Mas aí elas iriam começar a declamar todo seu preconceito sobre mulheres que decidem abortar. Então realmente não sei o que as pessoas esperam escutar. No fim, acho que elas não esperam nada, só querem sair palpitando mesmo.

Preconceito do parto

Eu achava absurdo quando escutava mulheres se justificando na frase 'fiz cesárea, mas não sou menos mãe por isso'. Eu ficava pensando 'Lógico que não é. Que absurdo essa mulher está falando.' Aí o mundo da maternidade me mostrou que existem MUITAS pessoas com esse pensamento.

'Para ser mãe tem que sentir dor'. 'Mãe que é mãe faz parto normal'. 'Só as dores do parto tornam uma mulher mãe'.

Parece loucura, mas sim, existem muitas pessoas que pensam dessa forma. E o pior, elas não só pensam, elas falam, opinam e se acham no direito de dar pitaco no parto de toda grávida que conhecem (ou que nem conhecem).


Infelizmente a vida de gestante muitas vezes é injusta.
A de mãe então...É preconceito com amamentação em público, preconceito com mãe que escolhe não amamentar, preconceito com mãe que decide parar de trabalhar, preconceito com mãe que volta a trabalhar. E por aí vai...
Existem vários outros preconceitos, mas se eu for escrever tudo, ficarei o resto da vida aqui.
Se essas pessoas soubessem o quanto marcam negativamente a fase mais linda de uma mulher, talvez elas repensassem. Ou não, porque pessoas preconceituosas, gostam mesmo é de mostrar o quanto conseguem ser mesquinhas.
Sei que eu jamais trocaria esses chutes gostosos na minha barriga, por fazer o que agradaria essas pessoas.
NADA é mais importante do que esse serzinho crescendo aqui dentro. E que esse preconceito afete somente aqueles que o propagam.

Que seja assim na minha gravidez, na sua e de todas as outras mulheres.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Conselhos e mais conselhos.

Há um tempo, uma amiga me enviou um texto bem divertido falando como as grávidas sofrem com todo mundo querendo dar palpite na gestação, em como ela vai criar o bebê, em como ela irá amamentar, em como ela vai administrar as visitas, em como ela está se alimentando e por aí vai...

Não sei se eu que ando sob muito efeito de acupuntura ou se as pessoas perto de mim que não palpitam tanto. Tá, eu sei que sou eu sobre o efeito da acupuntura, porque as pessoas palpitam muito mesmo! 

Na verdade eu não ligo muito, porque gosto de perguntar e conhecer as experiências das pessoas (ainda mais por ser mãe de primeira viagem), mas já consegui perceber que existem pessoas que não tem como ter uma conversa civilizada de troca de experiências nesse caso.

Algumas pessoas querem saber mais do que seu médico, contradizem tudo o que ele diz, usam a famosa frase ‘mas eu fiz/não fiz e deu tudo certo’ e se você ousa falar que vai fazer algo com o SEU FILHO que essa pessoa não concorde, vira uma guerra.  Para evitar isso, nos últimos 6 meses eu já me peguei na situação de olhar para uma pessoa com cara de alface, balançar a cabeça em concordância e pensar ‘O filho é meu eu faço o que eu quero’ váááááárias vezes!

Por outro lado, existem pessoas MARAVILHOSAS na área de conselhos (essas deveriam vender mesmo, porque eles são ótimos). As pessoas sabem o tom que usam, não querem te obrigar a nada, não usam a frase ‘Você TEM QUE fazer assim’ (ODEIO!). Elas normalmente usam as experiências que elas tiveram para te dar uns toques bem úteis. Nesses casos, a chata sou eu, porque eu quero saber tudo o que essa pessoa tem para me contar e com detalhes. Acabo fazendo uma entrevista desnecessária. 

Enfim, entre pitacos, palpites, conselhos bons e ruins eu acho que o mais importante é filtrar tudo e saber que cada gravidez é única, que as coisas mudam de mulher para mulher. Que a experiência ruim de uma amiga sua, pode ser completamente diferente quando for com você e vice e versa. 


Gravidez tem muitas coisas envolvidas que assustam, mas não dá para sentir medo pelo o que os outros passaram. O melhor é ir curtindo um dia de cada vez, um acontecimento de cada vez e tentar ao máximo fazer com que esses meses sejam deliciosamente inesquecíveis (: 



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Os bebês e os animais



Na série “Perguntas que mais me fazem durante a gravidez” a questão ‘O que você vai fazer com seu cachorro depois que o bebê nascer?’ está disparada no topo.  No começo eu ainda respondia ‘não sei’, ‘vamos ver’ ou qualquer coisa genérica do tipo, agora já respondo com outra pergunta ‘Vou continuar fazendo o que sempre fiz. É como ter dois filhos, não é?’ e a pessoa acaba ficando sem resposta.

Em uma conversa com a minha mãe eu falei que se eu pudesse escolher entre meu filho conviver com pessoas ou animais, as pessoas perderiam feio, porque eu acho que animais têm coisas melhores para ensinar do que muita gente por aí.

“Mas cachorros transmitem doenças!” Pessoas também. Plantas também. Mosquitos também. O Ar também. Infelizmente não posso colocar meu filho em uma capsula blindada contra todos os tipos de coisas ruins que o mundo oferece e felizmente tenho um cachorro saudável, com todas as vacinas em dia e visitas frequentes ao veterinário.

‘E se ele morder o bebê?!’ Quando a pessoa me pergunta isso eu já tenho certeza que ela não conhece o meu cachorro e sou obrigada a falar que é um risco, mas que tartarugas também mordem, mosquitos picam, pessoas batem e acidentes acontecem, mais uma vez entro na questão de que não posso colocar meu filho em uma capsula!


‘Você vai fazer o cachorro de babá?’  ADOOOORO ESSA. Dou muita risada e vou responder sempre a mesma coisa ‘Sim! É mais barato que pagar uma pessoa ou escola e confio muito mais no meu cachorro. Inclusive já estamos começando a ensinar ele a trocar fraldas’ HAHAHA.

A verdade é que eu não sei o que as pessoas esperam de mim nesse caso. Se eu falo que vou continuar fazendo tudo o que faço para meu cachorro, alimentando, dando banho, levando para tosa, levando ao veterinário e a passeios, as pessoas me olham com uma cara que diz que sou maluca em querer ter um cachorro e uma criança. E se eu falasse (coisa que nunca falarei) que vou doar meu cachorro porque não quero meu filho junto com bicho, as pessoas me chamariam de cruel, irresponsável, desalmada e outras coisas muito piores.


Por tudo isso, entre agradar um grupo de pessoas ou outros, eu preferi agradar meu cachorro tentando manter a vidinha dele o mais igual possível. ‘Mas ele vai ter ciúmes do bebê?’ ‘Você vai deixar ele lamber o bebê’ ‘Será que o bebê vai gostar dele?’ NÃO SEEEI! Só para lembrar, sou mãe de primeira viagem!!! Por isso, enquanto o bebê não chega, prefiro me apegar a vídeos e experiências de pessoas que têm animais de estimação e bebês em casa. Fico muito feliz em ver que na maioria dos casos eles convivem muito bem e rendem vídeos e fotos muito fofos. (Aguardo ansiosamente por esses momentos na minha humilde residência)


terça-feira, 1 de setembro de 2015

As Grávidas e os ônibus.

Fico pensando quanta gente vai chamar de chatice e frescura esse texto, mas vamos lá.

No primeiro trimestre da gravidez toda vez que entrava em um ônibus, eu agradecia por não sentir enjoo e nem passar mal. Porque essa é normalmente a fase em que grávidas são mais afetadas pelos sintomas da gestação e não são reconhecidas como gestantes, porque a barriga não aparece. Então imagine você enjoando horrores, em um ônibus lotado e ninguém te dá um lugarzinho para sentar perto da janela. Deve ser péssimo! Ainda bem que não passei por isso!

Mas talvez por eu não ter tido esse problema no início da gestação, eu fiquei muito tranquila em relação a ‘ganhar o lugar no ônibus’. Se tinha banco eu sentava, se não tinha, ficava em pé numa boa. Algumas vezes cheguei a ceder o meu lugar para idosos e pessoas com crianças de colo.  Até que um belo dia eu aprendi –na marra- que gestante PRECISA sentar, independente de passar mal ou não. Gestante precisa sentar, principalmente, porque não tem equilíbrio e isso pode provocar um acidente.
Era uma manhã tranquila, eu e minha barriga já aparente embarcamos no ônibus – lotado- as pessoas que estavam sentadas nos olharam e automaticamente caíram em um sono profundo. “Tudo bem, afinal eu não passo mal mesmo”. Então fiquei em um cantinho me segurando, enquanto uma moça ao meu lado conversava gesticulando feliz. O ônibus entrou na BR e precisou parar bruscamente. Foi aí que a moça que gesticulava se desequilibrou para cima de mim e eu, automaticamente, me desequilibrei escada a baixo.

DOEU! Doeu a bunda, a perna, a barriga e as fortes cólicas que apareceram dias depois. Doeu tudo! Mas o que mais doeu foi escutar das pessoas que estavam sentadas (as mesmas que estavam dormindo até meio minuto atrás) a frase “Alguém ajuda, porque ela tá gravida”. Aí doeu a revolta, a indignação, o ódio mesmo!

E essa dor me acompanha até hoje quando vejo alguém dormindo em um banco preferencial. Se antes eu agradecia por não passar mal, hoje eu até gostaria de sentir enjoo só para vomitar no colo (ou até na cabeça) dessas pessoas. Eu ainda sou jovem, tenho um corpo saudável e consegui me recuperar rápido, mas e se fosse um idoso? Um tombo na escada poderia ter machucado muito um senhor ou uma senhora que possuem grandes limitações e não têm mais os mesmos movimentos. Ou então uma pessoa com uma criança de colo? Aí o tombo seria mais feio ainda.

Por isso a minha indignação não é só por mim e pelas grávidas, mas sim por todos aqueles que sofrem com essa falta de educação todos os dias. 

Se você é um usuário de transporte público, por favor, leia esse apelo: NÃO SENTE EM BANCOS PREFERENCIAIS SE VOCÊ NÃO QUER CEDER PARA ALGUÉM CONSIDERADO ‘PREFERENCIAL’.
E se você não estiver no banco preferencial e ver alguém que precise mais daquele lugar, pense que as coisas mudam e amanhã pode ser você no lugar dessa pessoa. ;)


Pequenas atitudes podem mudar o mundo. Pense nisso! 



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Indicados da minha Gravidez


Como toda grávida (principalmente as de primeira viagem, eu tenho descoberto coisas que me fazem super bem durante essa fase de grandes mudanças e descobertas. Por isso hoje eu gostaria de indicar 2 delas.

Como já falei no último post (aqui), eu tive fortes crises de enxaqueca, que remédio nenhum (dos que são recomendados para grávidas) resolvia. Então decidi procurar algo natural e optei por acupuntura. Pesquisei um pouco na internet e enquanto alguns sites eram extremamente a favor, outros eram contra. Sendo assim, não ajudaram em nada.

Foi assim que busquei na rede credenciada do meu convênio os profissionais dessa especialidade e encontrei uma médica Ginecologista que trabalha com acupuntura. Pensei ‘Se ela é ginecologista vai poder me falar se grávida pode ou não fazer’. Liguei para o consultório e com um pouco de choro, consegui um encaixe para aquele mesmo dia.



Chegando lá, encontrei uma médica que te recebe com um abraço muito gostoso e acolhedor. Ela me fez perguntas sobre meu dia-a-dia, minha personalidade e acertou que meu bebê era menino só por um ponto do meu pulso (nessa data eu ainda não tinha feito a ecografia para saber o sexo).

Ela me explicou que grávidas podem fazer acupuntura, com exceção de alguns pontos, mas que o tratamento era seguro e até indicado. Então me levou até uma salinha climatizada, com uma música ambiente bem gostosa e colocou agulhas em alguns pontos estratégicos da minha cabeça. Fiquei lá por uns 20 min, ela finalizou com as sementinhas na minha orelha e eu voltei a trabalhar.

Para a minha TOTAL surpresa e felicidade, mais ou menos uma hora depois disso, eu não sentia mais dor nenhuma. Estava até cantando! O mau humor e a irritação tinham ido embora e eu estava muito mais tranquila.

Por isso eu super recomendo acupuntura na gravidez e a Dra. Rosimeri Maria Kreutz Carvalho que atende na Rua Bruno Filgueira, 369. Sl 301. (Curitiba/PR).

A minha outra indicação também está ligada com a saúde e o bem estar da Gestante. Eu tenho glicose alterada, por isso exercícios físicos são sempre recomendados. Porém, assim como remédios, grávidas não podem sair por aí se exercitando de qualquer forma, nem fazendo qualquer coisa. Queria eu poder sair patinando feliz da vida, mas não dá.
Então, durante uma feira uma moça pediu para me apresentar um studio de pilates especializado em gestantes. Duas semanas depois marquei uma aula experimental para conhecer o lugar e pronto, me apaixonei!





Uma professora querida, um ambiente climatizado todo pensado, equipado e preparado para gestantes. Barrigudinhas para todos os lados, exercícios feitos de acordo com sua idade gestacional e o melhor de tudo, mamães que continuam fazendo pilates levam seus pequenos para as aulas e deixam tudo ainda mais feliz. Infelizmente minha agenda não me permite fazer mais do que uma aula por semana, mas ainda assim, já me sinto muito mais disposta e aprendo muita coisa.

Além de praticar exercícios físicos, achei bem importante ter um lugar onde você pode compartilhar experiências, tirar dúvidas, ter indicações de médicos e ser extremamente bem acolhida. Porque mãe também precisa de colo.

Por isso, a minha segunda indicação é o Studio Besser Pilates e SPA, que fica na Marechal Deodoro, 314, 10º andar. (Curitiba/PR).
Vocês podem saber mais em studiobesser.com.br

Espero, de todo o coração que essas indicações possam ajudar várias mamães e incentivar que muitas tenham uma gravidez tranquila e saudável.



quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O que eu imaginava sobre a gravidez e como realmente tem sido.

Antes de engravidar, eu ficava admirando grávidas com suas barrigas lindas. Pensando como elas ficavam bem vestindo macacão, vestidos e invejando por não precisarem se preocupar se a blusa marcava ‘gordurinhas, pois suas barrigas estavam sempre perfeitas. Ficava imaginando como devia ser gostoso sentir o bebê mexer, a alegria de comprar roupinhas, planejar a decoração do quarto e a delícia que deveria ser cada momento dessa nova fase.

 É lógico que eu sempre me espelhava nas grávidas que seguiam sua rotina normalmente (ou era isso que eu pensava), achava que não tinha problema algum em continuar trabalhando normalmente e seguindo a vida, afinal era só um barrigão, nada demais! (Pausa para eu rir de mim mesma!).

Essa babação de ovo em grávidas continuou até que eu engravidei. EEE, notícia boa, notícia gostosa. Agora seria eu quem contagiaria o mundo com minha alegria e beleza de uma barriga enorme. Minha mãe pararia de me chamar de gorda, eu passaria 9 meses fazendo o que quisesse, afinal eu estava grávida e podia tudo, mas além de tudo isso eu seria a grávida forte, guerreira e que não faria manhas e nem sentiria dores. (Pausa para rir mais um pouco)

Confesso que os 3 primeiros meses me ajudaram muito, tirando um sono maluco, que me fazia dormir de 12 a 14 horas por noite, eu estava maravilhosamente bem. Não enjoava, não sentia dores, só uma leve azia após o almoço, o que eu até gostava porque era um ‘sinal de que estava grávida’. Tudo muito bem, tudo muito bom, até que com 12 semanas decidi tornar minha gravidez pública, me gabando (lógico) de ser uma grávida impecável, que não vomitou nenhuma vez, não sentia outros sintomas e além de tudo, emagreceu. Minha gestação era simplesmente o sonho de toda mulher.  

Até que tudo começou a mudar, com 12 semanas e 1 dia comecei a sentir dores de cabeça. Ok, devia ser a falta de óculos, fazia algum tempo que não usava como deveria, então tirei-os da gaveta, coloquei no rosto e fui ser feliz.

Passaram 2,3,4,5 dias e droga da dor de cabeça não ia embora. Decidi que era a hora de ligar para o meu médico e perguntar qual remédio poderia tomar. Foi então que começou a frustração dos remédios. Grávida só pode tomar alguns poucos medicamentos e eles normalmente são fracos, então demoram para fazer efeito, quando fazem.

Resumindo, o remédio não funcionou e depois de 15 dias com uma dor de cabeça nada normal, que acabava com meu humor e me fazia reclamar até da respiração das pessoas, fui para o hospital e tive que ficar em observação, tomando soro e injeção. Nada resolveu!  
No dia seguinte resolvi ir atrás de algo natural e acabei conhecendo a Drª Rosmeri Kreutz Carvalho (Linda, maravilhosa, salvadora da minha vida) que é ginecologista e faz acupuntura. As agulhas dela me salvaram da dor de cabeça, além de me deixarem muito mais tranquila, por isso toda semana bato ponto no consultório dela e pretendo fazer isso até o Gustavo nascer.

Resolvendo o problema de dor de cabeça, eu já poderia voltar a ser a grávida das revistas, mas aí o que aconteceu? Eu caí no ônibus! Tombo feio, tombo vergonhoso e tombo que tem me deixado de molho por alguns dias por causa de dores e fortes cólicas (Conto a história com detalhes em outro post).

E assim, com 19 semanas já cheguei à conclusão de que gravidez não é sempre tão legal e nem a vida de gravida é tão linda e fácil quanto eu imaginava. Gravidez dói, gravidez nos torna sensíveis e choronas, gravidez incomoda e tem dias que gravidez é a coisa mais chata do mundo. Lógico que não é tudo ruim, gravidez é uma delícia como eu esperava, sim! Mas também não é só isso, eu nunca pensei no lado ‘chato’ dela e tenho me surpreendido bastante com ele.

Ah, também não se pode esperar compreensão de terceiros com esses ‘contras’ da gravidez, para muitos tudo isso é frescura.  Mas é como diz o ditado popular, pimenta nos olhos dos outros é refresco, por isso vamos levando. 


Por hoje é só (tudo isso). Espero continuar escrevendo e contando as novidades que vão acontecendo durante a minha gravidez e quem sabe, o depois dela (: