segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Conselhos e mais conselhos.

Há um tempo, uma amiga me enviou um texto bem divertido falando como as grávidas sofrem com todo mundo querendo dar palpite na gestação, em como ela vai criar o bebê, em como ela irá amamentar, em como ela vai administrar as visitas, em como ela está se alimentando e por aí vai...

Não sei se eu que ando sob muito efeito de acupuntura ou se as pessoas perto de mim que não palpitam tanto. Tá, eu sei que sou eu sobre o efeito da acupuntura, porque as pessoas palpitam muito mesmo! 

Na verdade eu não ligo muito, porque gosto de perguntar e conhecer as experiências das pessoas (ainda mais por ser mãe de primeira viagem), mas já consegui perceber que existem pessoas que não tem como ter uma conversa civilizada de troca de experiências nesse caso.

Algumas pessoas querem saber mais do que seu médico, contradizem tudo o que ele diz, usam a famosa frase ‘mas eu fiz/não fiz e deu tudo certo’ e se você ousa falar que vai fazer algo com o SEU FILHO que essa pessoa não concorde, vira uma guerra.  Para evitar isso, nos últimos 6 meses eu já me peguei na situação de olhar para uma pessoa com cara de alface, balançar a cabeça em concordância e pensar ‘O filho é meu eu faço o que eu quero’ váááááárias vezes!

Por outro lado, existem pessoas MARAVILHOSAS na área de conselhos (essas deveriam vender mesmo, porque eles são ótimos). As pessoas sabem o tom que usam, não querem te obrigar a nada, não usam a frase ‘Você TEM QUE fazer assim’ (ODEIO!). Elas normalmente usam as experiências que elas tiveram para te dar uns toques bem úteis. Nesses casos, a chata sou eu, porque eu quero saber tudo o que essa pessoa tem para me contar e com detalhes. Acabo fazendo uma entrevista desnecessária. 

Enfim, entre pitacos, palpites, conselhos bons e ruins eu acho que o mais importante é filtrar tudo e saber que cada gravidez é única, que as coisas mudam de mulher para mulher. Que a experiência ruim de uma amiga sua, pode ser completamente diferente quando for com você e vice e versa. 


Gravidez tem muitas coisas envolvidas que assustam, mas não dá para sentir medo pelo o que os outros passaram. O melhor é ir curtindo um dia de cada vez, um acontecimento de cada vez e tentar ao máximo fazer com que esses meses sejam deliciosamente inesquecíveis (: 



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Os bebês e os animais



Na série “Perguntas que mais me fazem durante a gravidez” a questão ‘O que você vai fazer com seu cachorro depois que o bebê nascer?’ está disparada no topo.  No começo eu ainda respondia ‘não sei’, ‘vamos ver’ ou qualquer coisa genérica do tipo, agora já respondo com outra pergunta ‘Vou continuar fazendo o que sempre fiz. É como ter dois filhos, não é?’ e a pessoa acaba ficando sem resposta.

Em uma conversa com a minha mãe eu falei que se eu pudesse escolher entre meu filho conviver com pessoas ou animais, as pessoas perderiam feio, porque eu acho que animais têm coisas melhores para ensinar do que muita gente por aí.

“Mas cachorros transmitem doenças!” Pessoas também. Plantas também. Mosquitos também. O Ar também. Infelizmente não posso colocar meu filho em uma capsula blindada contra todos os tipos de coisas ruins que o mundo oferece e felizmente tenho um cachorro saudável, com todas as vacinas em dia e visitas frequentes ao veterinário.

‘E se ele morder o bebê?!’ Quando a pessoa me pergunta isso eu já tenho certeza que ela não conhece o meu cachorro e sou obrigada a falar que é um risco, mas que tartarugas também mordem, mosquitos picam, pessoas batem e acidentes acontecem, mais uma vez entro na questão de que não posso colocar meu filho em uma capsula!


‘Você vai fazer o cachorro de babá?’  ADOOOORO ESSA. Dou muita risada e vou responder sempre a mesma coisa ‘Sim! É mais barato que pagar uma pessoa ou escola e confio muito mais no meu cachorro. Inclusive já estamos começando a ensinar ele a trocar fraldas’ HAHAHA.

A verdade é que eu não sei o que as pessoas esperam de mim nesse caso. Se eu falo que vou continuar fazendo tudo o que faço para meu cachorro, alimentando, dando banho, levando para tosa, levando ao veterinário e a passeios, as pessoas me olham com uma cara que diz que sou maluca em querer ter um cachorro e uma criança. E se eu falasse (coisa que nunca falarei) que vou doar meu cachorro porque não quero meu filho junto com bicho, as pessoas me chamariam de cruel, irresponsável, desalmada e outras coisas muito piores.


Por tudo isso, entre agradar um grupo de pessoas ou outros, eu preferi agradar meu cachorro tentando manter a vidinha dele o mais igual possível. ‘Mas ele vai ter ciúmes do bebê?’ ‘Você vai deixar ele lamber o bebê’ ‘Será que o bebê vai gostar dele?’ NÃO SEEEI! Só para lembrar, sou mãe de primeira viagem!!! Por isso, enquanto o bebê não chega, prefiro me apegar a vídeos e experiências de pessoas que têm animais de estimação e bebês em casa. Fico muito feliz em ver que na maioria dos casos eles convivem muito bem e rendem vídeos e fotos muito fofos. (Aguardo ansiosamente por esses momentos na minha humilde residência)


terça-feira, 1 de setembro de 2015

As Grávidas e os ônibus.

Fico pensando quanta gente vai chamar de chatice e frescura esse texto, mas vamos lá.

No primeiro trimestre da gravidez toda vez que entrava em um ônibus, eu agradecia por não sentir enjoo e nem passar mal. Porque essa é normalmente a fase em que grávidas são mais afetadas pelos sintomas da gestação e não são reconhecidas como gestantes, porque a barriga não aparece. Então imagine você enjoando horrores, em um ônibus lotado e ninguém te dá um lugarzinho para sentar perto da janela. Deve ser péssimo! Ainda bem que não passei por isso!

Mas talvez por eu não ter tido esse problema no início da gestação, eu fiquei muito tranquila em relação a ‘ganhar o lugar no ônibus’. Se tinha banco eu sentava, se não tinha, ficava em pé numa boa. Algumas vezes cheguei a ceder o meu lugar para idosos e pessoas com crianças de colo.  Até que um belo dia eu aprendi –na marra- que gestante PRECISA sentar, independente de passar mal ou não. Gestante precisa sentar, principalmente, porque não tem equilíbrio e isso pode provocar um acidente.
Era uma manhã tranquila, eu e minha barriga já aparente embarcamos no ônibus – lotado- as pessoas que estavam sentadas nos olharam e automaticamente caíram em um sono profundo. “Tudo bem, afinal eu não passo mal mesmo”. Então fiquei em um cantinho me segurando, enquanto uma moça ao meu lado conversava gesticulando feliz. O ônibus entrou na BR e precisou parar bruscamente. Foi aí que a moça que gesticulava se desequilibrou para cima de mim e eu, automaticamente, me desequilibrei escada a baixo.

DOEU! Doeu a bunda, a perna, a barriga e as fortes cólicas que apareceram dias depois. Doeu tudo! Mas o que mais doeu foi escutar das pessoas que estavam sentadas (as mesmas que estavam dormindo até meio minuto atrás) a frase “Alguém ajuda, porque ela tá gravida”. Aí doeu a revolta, a indignação, o ódio mesmo!

E essa dor me acompanha até hoje quando vejo alguém dormindo em um banco preferencial. Se antes eu agradecia por não passar mal, hoje eu até gostaria de sentir enjoo só para vomitar no colo (ou até na cabeça) dessas pessoas. Eu ainda sou jovem, tenho um corpo saudável e consegui me recuperar rápido, mas e se fosse um idoso? Um tombo na escada poderia ter machucado muito um senhor ou uma senhora que possuem grandes limitações e não têm mais os mesmos movimentos. Ou então uma pessoa com uma criança de colo? Aí o tombo seria mais feio ainda.

Por isso a minha indignação não é só por mim e pelas grávidas, mas sim por todos aqueles que sofrem com essa falta de educação todos os dias. 

Se você é um usuário de transporte público, por favor, leia esse apelo: NÃO SENTE EM BANCOS PREFERENCIAIS SE VOCÊ NÃO QUER CEDER PARA ALGUÉM CONSIDERADO ‘PREFERENCIAL’.
E se você não estiver no banco preferencial e ver alguém que precise mais daquele lugar, pense que as coisas mudam e amanhã pode ser você no lugar dessa pessoa. ;)


Pequenas atitudes podem mudar o mundo. Pense nisso!