Antes de engravidar, eu ficava admirando grávidas com suas
barrigas lindas. Pensando como elas ficavam bem vestindo macacão,
vestidos e invejando por não precisarem se preocupar se a blusa marcava ‘gordurinhas, pois suas barrigas estavam sempre perfeitas. Ficava imaginando como devia ser gostoso sentir o bebê mexer,
a alegria de comprar roupinhas, planejar a decoração do quarto e a delícia que
deveria ser cada momento dessa nova fase.
É lógico que eu sempre me espelhava
nas grávidas que seguiam sua rotina normalmente (ou era isso que eu pensava),
achava que não tinha problema algum em continuar trabalhando normalmente e
seguindo a vida, afinal era só um barrigão, nada demais! (Pausa para eu rir de
mim mesma!).
Essa babação de ovo em grávidas continuou até que eu
engravidei. EEE, notícia boa, notícia gostosa. Agora seria eu quem contagiaria
o mundo com minha alegria e beleza de uma barriga enorme. Minha mãe pararia de
me chamar de gorda, eu passaria 9 meses fazendo o que quisesse, afinal eu
estava grávida e podia tudo, mas além de tudo
isso eu seria a grávida forte, guerreira e que não faria manhas e nem sentiria
dores. (Pausa para rir mais um pouco)
Confesso que os 3 primeiros meses me ajudaram muito, tirando
um sono maluco, que me fazia dormir de 12 a 14 horas por noite, eu estava maravilhosamente bem. Não enjoava, não
sentia dores, só uma leve azia após o almoço, o que eu até gostava porque era um ‘sinal de que estava grávida’. Tudo muito bem, tudo muito bom,
até que com 12 semanas decidi tornar minha gravidez pública, me gabando
(lógico) de ser uma grávida impecável, que não vomitou nenhuma vez, não sentia
outros sintomas e além de tudo, emagreceu. Minha gestação era simplesmente o
sonho de toda mulher.
Até que tudo começou a mudar, com 12 semanas e 1 dia comecei
a sentir dores de cabeça. Ok, devia ser a falta de óculos, fazia algum tempo
que não usava como deveria, então tirei-os da gaveta, coloquei no rosto e fui
ser feliz.
Passaram 2,3,4,5 dias e droga da dor de cabeça não ia embora.
Decidi que era a hora de ligar para o meu médico e perguntar qual remédio
poderia tomar. Foi então que começou a frustração dos remédios. Grávida só pode
tomar alguns poucos medicamentos e eles normalmente são fracos, então demoram para fazer
efeito, quando fazem.
Resumindo, o remédio não funcionou e depois de 15 dias com
uma dor de cabeça nada normal, que acabava com meu humor e me fazia reclamar até da respiração das pessoas, fui para o hospital e
tive que ficar em observação, tomando soro e injeção. Nada resolveu!
No dia seguinte resolvi ir atrás de algo
natural e acabei conhecendo a Drª Rosmeri Kreutz Carvalho (Linda, maravilhosa,
salvadora da minha vida) que é ginecologista e faz acupuntura. As agulhas dela
me salvaram da dor de cabeça, além de me deixarem muito mais tranquila, por
isso toda semana bato ponto no consultório dela e pretendo fazer isso até o Gustavo nascer.
Resolvendo o problema de dor de cabeça, eu já poderia voltar
a ser a grávida das revistas, mas aí o que aconteceu? Eu caí no ônibus! Tombo feio,
tombo vergonhoso e tombo que tem me deixado de molho por alguns dias por causa
de dores e fortes cólicas (Conto a história com detalhes em outro post).
E assim, com 19 semanas já cheguei à conclusão de que gravidez não é sempre tão legal e nem a vida de gravida é tão linda e fácil quanto eu imaginava. Gravidez dói, gravidez nos
torna sensíveis e choronas, gravidez incomoda e tem dias que gravidez é a coisa mais chata
do mundo. Lógico que não é tudo ruim, gravidez é uma delícia como eu esperava,
sim! Mas também não é só isso, eu nunca pensei no lado ‘chato’ dela e tenho me
surpreendido bastante com ele.
Ah, também não se pode esperar compreensão de terceiros com
esses ‘contras’ da gravidez, para muitos tudo isso é frescura. Mas é como diz o ditado popular, pimenta nos
olhos dos outros é refresco, por isso vamos levando.
Por hoje é só (tudo isso). Espero continuar escrevendo e
contando as novidades que vão acontecendo durante a minha gravidez e quem sabe,
o depois dela (:

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